Sorriu com aquele sorriso que lhe enchia os olhos e o fazia fecha-los, por instantes. Parou de caminhar, pensou em sentar-se ali mesmo, junto aquele muro, no alcatrão, pois tinha medo de perder aquele cheiro que pairava, pensou em seguir a brisa, não fosse o cheiro desaparecer com ela.
Cheirava àquele aroma de lareiras, àquela fusão de fogo e madeira que o homem à tanto adorava. Sentiu-se no seu ambiente, apeteceu-lhe sentar-se em cada chaminé que deitasse algum fumo. Sentou-se no muro, enquanto via o escurecer do seu céu, “óptimo” disse para si mesmo, as estrelas só tornariam o momento mais sublime. Pediu aos deuses do tempo que alargassem aquele aroma, que não o levassem para longe, não queria sair dali enquanto o cheiro ali estivesse, sentia que seria uma traição faze-lo.
Pediu também que ninguém passasse ali, enquanto ali estivesse, não é que temesse as pessoas, mas sabia que qualquer pessoa, mesmo uma que lhe fosse muito próxima, estragar-lhe-ia o momento, qualquer barulho que não o da brisa a passar pelas folhas, arruinaria aquilo, que tinha tomado como seu, e tentava imortalizar na mente.O momento chegou, em que já não havia luminosidade solar suficiente para interferir com a luz das estrelas, nem a lua quis interferir naquele momento. Sorriu, mais uma vez, e deixou-se cair do muro, como uma folha da árvore, no início do Outono...
Cheirava àquele aroma de lareiras, àquela fusão de fogo e madeira que o homem à tanto adorava. Sentiu-se no seu ambiente, apeteceu-lhe sentar-se em cada chaminé que deitasse algum fumo. Sentou-se no muro, enquanto via o escurecer do seu céu, “óptimo” disse para si mesmo, as estrelas só tornariam o momento mais sublime. Pediu aos deuses do tempo que alargassem aquele aroma, que não o levassem para longe, não queria sair dali enquanto o cheiro ali estivesse, sentia que seria uma traição faze-lo.
Pediu também que ninguém passasse ali, enquanto ali estivesse, não é que temesse as pessoas, mas sabia que qualquer pessoa, mesmo uma que lhe fosse muito próxima, estragar-lhe-ia o momento, qualquer barulho que não o da brisa a passar pelas folhas, arruinaria aquilo, que tinha tomado como seu, e tentava imortalizar na mente.O momento chegou, em que já não havia luminosidade solar suficiente para interferir com a luz das estrelas, nem a lua quis interferir naquele momento. Sorriu, mais uma vez, e deixou-se cair do muro, como uma folha da árvore, no início do Outono...


1 comment:
e hoje comento :P
Bom...:) very nice...
a brisa também me ondula os cabelos e me faz sentir num qualquer momento de plenitude que, no fim, acaba por cessar...mas antes temos sempre de gozá-lo, sem uma qualquer interrupção e com toda a magia necessária
"I feel pretty...oh so pretty" =P bela banda sonora!
beijinho*
Post a Comment