Sunday, November 27, 2005

Ouço mais uma vez esta lição...gosto, faz-me pensar, faz-me lembrar, não me faz agir, não me faz responder, faz-me apreciar…não tenho de responder a tudo e todos, não tenho "de fazer alguma coisa". Pode ser realmente apenas mais um momento efémero, mas gosto. Por mais efémero que seja não me preocupa, não me faz rir nem chorar, faz-me pensar, é disso que gosto.
Muitas vezes penso em ganhar asas e voar, mas para onde? Não existe realmente um sítio onde eu queira estar se não aqui, não há realmente um sítio onde me consiga sentir bem, completo, perfeito. A única maneira de o ser encontra-se nestes momentos em que ouço lições, talvez sejam as únicas maneiras de me encontrar comigo mesmo, de ser verdadeiro, de percorrer uma data de pensamentos, de tentar descobrir o que se passa, ou o que sempre se passou, mas que "eu" não estava lá. Provavelmente estaria a voar sem lições, desenfreadamente e sem rumo. Não é que voar livremente, sem qualquer preparação seja mau, mas as lições, e particularmente esta lição, mostra-me as formas de uma forma calma e sublime, sem mudanças de velocidade ou redemoinhos em que me perco.
De Volta à realidade, a lição de voo acabou...

2 comments:

Ana Margarida Cinza said...

bem..achei que devia saudar a abertura deste blog...já que nele estão duas pessoas que costumo ler...Gostei da tua lição de voo, caro John...muitas vezes voamos desenfreadamente, sem rumo, voamos só porque queremos voar e desaparecer...contudo, todos esperamos um dia voar com subtileza, com glamour, e com um destino pre-definido...enquanto isso não acontecer, que importa? Importa ir voando!..

Congratulações bloguistas***

M. said...

Só sei que de todas essas lições e de todos esses vôos, para mim, são como se fossem sempre a lição de vôo nº 1.. por muito que aprendas a voar, ainda mais se com as tuas asas, há sempre um céu diferente, um bater de asas diferente, uma nuvem mais ou menos fofa, um sol mais forte, um céu cerrado ou uma noite escura como breu. Há lugares em que somos o comprimento das nossas asas, noutros somos tanto quanto nos podemos encolher, mas no fundo, somos sempre só nós há espera duma brisa para poder descolar.
beijo, bom texto =)